segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Pedalando para a Vitória! Audax 2012 - 200 km, Parabéns Vital!

Vital Barbosa, ciclista amador, exibe com orgulho a medalha da conclusão do percurso de 200 km
Foto: Cristina Lemos 
O dia ainda não havia amanhecido quando os ciclistas se encontravam no DC Navegantes, na entrada de Porto Alegre.

O céu nublado indicava tempo instável e talvez um pouco de frio neste dia 26 de fevereiro de 2012.


Era a largada do AUDAX 2012, uma prova de ciclismo de 200 km (duzentos quilômetros) que ocorreu em Porto Alegre no domingo, saindo da Capital, passando por  ECharqueadas e São Jerônimo até o município de General Câmara e retornando, no mesmo dia, completando a quilometragem com folga, via rodovias BR 116, BR 290 e RS 401 e RS 244.
Mapa do percurso do AUDAX , fevereiro de 2012.
Foto: Cristina Lemos



Nesta prova, não há vencedor, nem perdedores. Há um conjunto de pessoas buscando a superação pessoal e o resultado é importante demais para não ser comemorado: a superação dos limites, a Vitória sobre o cansaço e os obstáculos!






Vital participou da Prova - AUDAX 2012

 Muita vontade, empolgação e horas (e horas) de preparo na mochila, somados à preocupação em atender a todas as exigências da organização eram aquilo que estava na mente do atleta amador, Vital Barbosa, nesta madrugada.

A organização mundial do AUDAX PARISIEN exige que não haja nenhum tipo de ajuda extra aos ciclistas durante a prova, exceto nos postos devidamente demarcados pela direção da prova, ou seja, os ciclistas necessitam ser auto-suficientes e somente eles mesmos poderão prestar ajuda mútua, ou a organização do evento.

A prova é assistida em todo o percurso por fiscais e pela equipe de organização, bem como uma ambulância que acompanha os ciclistas nas rodovias, podendo exigir de cada um que seja avaliado fisicamente para que possa dar continuidade ao desafio.
Fiscalização de itens de segurança
Foto: Cristina Lemos
A conferência de todos os itens de segurança foi feita antes da largada.

Verifica-se individualmente em cada bicicleta a existência de luz dianteira, luz traseira e de pilhas sobressalentes, sendo obrigatório o uso de capacete e de colete ou faixa refletiva para transitar nas rodovias à noite ou neblina.

Com cada um dos requisitos atendidos e o preparo físico em dia, foi dada a largada às 6 horas da manhã, em direção à Ponte do Guaíba, Ilha da Pintada e Eldorado do Sul, em direção ao primeiro pedágio.
Concentração e torcida antes da partida
Foto Michael Schwaderer
A família seguia no carro com apoio, acompanhando as pedaladas passando pelas Rodovias, pelos Pedágios e cruzamentos, mas só poderia haver contato nos postos autorizados, os quais estavam colocados a cada 50 km, somente (veja mapa).

 Fora desses locais, não é permitido pela direção da prova sequer uma palavra de incentivo, sem dúvida a parte mais difícil, porém, como previamente esclarecido, o participante seria desclassificado em caso de descumprimento - e isso, obviamente, ninguém desejava.

 Felizmente, registrar as pedaladas do grupo de ciclistas durante a prova, suas subidas e descidas e os esforços pessoais de cada um era permitido e foi possível fotografar momentos incríveis de toda a travessia.
 
Largada  AUDAX do Shopping DC Navegantes.
Foto: Luíza Casagrande










Os primeiros momentos na estrada foram abaixo de muita chuva, colocando, logo de início, em xeque a determinação dos participantes em permanecer na prova.



Após o primeiro pedágio, a chuva foi  amainando e a fila de ciclistas se formou para cumprir o trajeto nas rodovias, rumando para os primeiros 50 km, passando por Charqueadas em direção a São Jerônimo, em que estava localizado o primeiro posto obrigatório de fiscalização da prova, no Centro de Eventos da cidade.
Vital pedala sob chuva na BR 290

Rapidamente o grupo de ciclistas se dividiu em pequenos pelotões e a união permitiu que se pudesse vencer um dos principais obstáculos do trajeto: o forte vento que soprou no final da manhã, entre São Jerônimo e General Câmara.






Atletas mantiveram forte ritmo na travessia.
Foto: Michael Schwaderer

O sol apareceu forte e a evaporação da água da chuva trouxe uma temperatura bastante elevada para o asfalto, testando mais uma vez a resistência dos atletas.

Na entrada na cidade de General Câmara, havia a certeza de que o caminho estava apenas na metade, ali ficava o segundo posto obrigatório de fiscalização, a mais de 100 km de Porto Alegre.



O relógio já marcava 11 horas da manhã de domingo. Neste ponto, foi a  parada de maior duração, a do almoço. Vencido um grande prato de fartos carboidratos, necessários depois de tanto esforço, foi dada continuidade à prova, cada participante a seu tempo.
Algumas ladeiras no trajeto em São Jerônimo exigiam força do atleta.
Foto: Michael Schwaderer












Foto: Luíza Casagrande










Parada no Parque de Pesca, em General Câmara, para almoço e retomada da prova.
Foto: Cristina Lemos 











Vital concluindo o percurso do AUDAX 2012, chegada no DC  Navegantes
Foto: Cristina Lemos
Parabéns Vital, pela conclusão da prova, antes das 17 horas do dia, aos 46 anos de vida! 

Veja o Certificado de participação e conclusão da prova de mais de 200 km, percorrida com todo regramento do AUDAX PARISIEN e que permite a participação dos demais eventos do Audax mundial.

Certificado concedido ao Vital Barbosa pela conclusão do AUDAX 2012
Foto: Cristina Lemos
Montagem da bike, manutenção, peças e apoio: Alemão Bikes, Cidreira - http://alemaobikes.blogspot.com 
Fotos: Luíza Casagrande, Michael Schwaderer e Cristina Lemos

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Travessia de 50 km - Cidreira Tramandaí

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Os treinos de bicicleta têm a vantagem de poder ser feitos em qualquer lugar, a qualquer hora, na melhor companhia.

Durante as férias, com a família, foi possível realizar várias pedaladas, de pequena, média e até de longa distância, pelo Litoral Norte.

Aqui vai o exemplo do treino e passeio. No dia 07 de fevereiro, minutos antes do sol despontar, os três ciclistas decidiram ter um café da manhã diferenciado: iriam fazer a primeira refeição da manhã no centro da cidade vizinha, Tramandaí.

Munidos do equipamento de segurança, protetor solar e bastante disposição, tomaram o caminho da praia, pedalando sobre a faixa de areia à beira-mar. Como companhia no trajeto, apenas os animais da orla, alguns pescadores e, infelizmente, o lixo que teima em permanecer nas areias do nosso litoral.

Pedalando até o Mirante no Morro da Borrússia, Osório

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O céu estava encoberto e com nuvens muito carregadas. Impróprio para praia e para atividades externas. Para o Vital, no entanto, o dia estava ótimo para subir na bike em direção à Osório.

No dia 09 de fevereiro de 2012, aproveitou as férias para esticar os músculos e visitar o famoso ponto turístico de Osório: o Morro da Borrússia.

Este blog cumprimenta o poder público de Osório-RS pela sinalização que conduz o visitante até a subida do Morro, pela estrada e pelas excelentes condições do asfalto, pela estrutura para receber os turistas de dentro e de fora do estado, com estacionamento (em reforma), escadarias, mirante, restaurante, banheiros, etc.. Acima de tudo, cumprimentamos pela conservação da Mata Atlântica, exuberante e reconfortadora, como se pode conferir nas fotos.
Vital e sua bike - Borrússia, em 09/02/2012

O passeio pode ser feito de carro
Foto: Vital Barbosa

O Mirante do Morro da Borrússia é uma visita imperdível, bem como uma passada na Rampa para voo livre, alguns metros acima, no topo do morro.

Na primeira visita, o tempo fechou e as nuvens encobriram a belíssima paisagem que se descortina bem diante dos olhos de quem vai até lá, como retratado nas primeiras fotos.

Apesar do convite da ladeira na descida, muito cuidado a quem for descer montado na bike: as rampas são maravilhosas, mas as curvas podem ser mortais. A descida exigiu perícia do Vital e o marcador atingiu 70 km de velocidade, com a pista molhada do asfalto sob as rodas. Força nos freios e muita atenção para a descida.

Quando voltava do morro, a chuva apertou muito e, na parada para descansar na entrada de Osório, ali na Pastelaria Litoral (uma boa pedida para quem gosta de pastel de carne bem recheado), a família acorreu para conferir de perto a vista deslumbrante.

Nova subida, desta vez de carro, para mais fotos e um papo via internet, no Skype com a Luíza, viajando no Intercâmbio para os EUA, já nos dias finais.
Vale a pena conferir a diversidade da Mata Atlântica preservada
Foto: Cristina Lemos

Na saída, via BR 101 e Capão da Canoa, o sol voltou a brilhar forte e a bike ganhou um descanso no porta bicicletas atrás do carro.

Fotos: Vital Barbosa, Cristina Lemos e Michael Schwaderer


quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Muita propaganda, uma pseudo parceria com uma marca de refrigerante e quilômetros de descaso nas ciclovias de Porto Alegre

Para que tudo se saísse nas estradas e sobre a bike, foi necessário esforço prévio. A partir de outubro, quando chegou a magrela montada ali no Alemão (http://alemaobikes.blogspot.com), foram pedaladas diárias - quando o tempo permitia e algumas foram memoráveis. De início, a intenção era explorar as - muito poucas - ciclovias e espaços de pedaladas da cidade. Muita propaganda, uma pseudo parceria com uma marca de refrigerante e quilômetros de descaso nas ciclovias de Porto Alegre A Edvaldo Pereira Paiva, a chamada Avenida Beira Rio, passou por dois governos municipais e sentiu essa administração da capital em cada centímetro do percurso. Esse blog vai denunciar aqui o que pode ser visto por qualquer cidadão atento que andar pela área central de Porto Alegre e seguir o curso da chamada ciclovia - que deveria ser uma faixa ininterrupta com rampas de acesso, pavimentação e espaço trafegável para bikes, carrinhos, skates, cadeiras de rodas e pedestres - desde a Usina do Gasômetro até o final da calçada defronte ao Shopping Center Barra Shopping Sul. Apesar do alarde na imprensa local, a prefeitura do município de Porto Alegre não vem atendendo nas áreas de conservação, pavimentação e limpeza na área dos parques e das ciclovias. Contatados acerca de sérios problemas de lixo, de pavimentação e de ausência de rampas nas imediações do Parque Marinha do Brasil, o único retorno que obtivemos da EPTC - Empresa Portoalegrense de Transporte e Circulação foi que havia uma equipe técnica que estudaria(va) o caso e que os problemas por eles levantados são encaminhados e resolvidos.(!) A parceria com uma marca de refrigerantes garantiu para a população de Porto Alegre uma "revitalização" de uma área que já havia, o fechamento de dois banheiros que havia na curva atrás do Parque da Harmonia e uma completa personalização das canchas públicas de jogos da Avenida Beira Rio. No entanto, na área que segue após o cruzamento com a Avenida Ipiranga, há quadras de esporte no meio do lixo e do mato crescido, muitos buracos, pedras e nenhuma iluminação. Quem chama isso de "parceria" e de revitalização da orla??? Sobre faixas de segurança na Avenida Beira Rio - atrás do Marinha do Brasil e rampas Ainda não obtivemos retorno da Secretaria Municipal de Acessibilidade Universal sobre o caso e a SMAM, a qual deveria ser responsável pelos parques da cidade, respondeu que não era competência da secretaria a colocação das rampas (embora tivesse sido criada uma avenida nova dentro do Parque Marinha), nem da faixa de segurança para pedestres. Trechos para uso de Automóveis e tráfego de bicicletas: Essas são as condições do espaço para estacionamento nas imediações do Museu Iberê Camargo. Como os estacionamentos não possuem manutenção, nem limpeza há muito tempo, os carros ocupam o pouco espaço que resta, sem nenhuma sinalização.

Espaço público sem nenhum cuidado na Beira Rio
Automóveis estacionam sobre o espaço dos pedestres e a ciclovia
Fotos: Cristina Lemos e Vital Barbosa

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Grupo Ciclistico Massa Crítica realiza encontros toda a última sexta-feira de cada mês

Chegada no Largo Zumbi dos Palmares - 27/01/2012
As pedaladas se realizam de forma cada vez mais consciente. Assim, acabam ser uma atividade coletiva e com o objetivo de transformar o mundo em um lugar melhor para se viver. O Grupo Massa Crítica se reúne toda a última sexta-feria de cada mês no Largo Zumbi dos Palmares, na confluência das Avenidas Perimetral, José do Patrocínio e João Alfredo, em Porto Alegre. Neste dia, pedalamos por mais de 15 quilômetros e a noite caiu, quente e gostosa na capital dos gaúchos. Sem perceber que o tempo passava, fizemos alguns registros que merecem ser mostrados, como a passagem pelo área central da cidade, Borges de Medeiros, Aureliano Figueiredo Pinto, Parque da Harmonia, Mauá, Mercado Público, Júlio de Castilhos, a subida do Túnel da Conceição e a Osvaldo Aranha, bem como muitos outros caminhos, os quais ficaram muito mais bonitos assim, vistos de cima da magrela. Foto e vídeo: Vital Barbosa e Cristina Lemos http://mulheresindicalista.blogspot.com

Sucesso na 1ª Grande Travessia Porto Alegre - Cidreira/RS em 04/02/2012!

Fotos: Juarez Machado http://juarezfotografia.blogspot.com/, Cristina Lemos http://mulheresindicalista.blogspot.com/ e Michael Schwaderer

domingo, 5 de fevereiro de 2012

1ª Grande Travessia de Bike - Porto Alegre a Cidreira

Como todo o sonho merece ser curtido, esta "1ª Grande Travessia", como chamaremos a seguir, veio surgindo desde alguns anos, quando veio a ideia de aventura de superação.
A escolha da estrada, a escolha da bike, o início dos treinos para adquirir condicionamento físico, tudo foi planejado lá atrás, para que pudéssemos chegar ao resultado que desejávamos.
Desde o final do ano passado - 2011 - quando chegou às nossas mãos a Bike, o Vital vinha se preparando para atingir essa meta.
Aqui, o importante é salientar a grande força do Alemão http://alemaobikes.blogspot.com/, um amigo e incentivador, cujo talento e entusiasmo merecem destaque.
A meta era: Viajar de bicicleta desde Porto Alegre até Cidreira, no litoral Norte gaúcho. Via rodovia BR 290, a chamada free-way, havíamos medido a distância, e o resultado era de 132 km. Portanto, haveria de ter condições para pedalar esses 132 km em um mesmo dia e houve grande esforço para isso. Combinamos uma organização entre família e amigos para que pudéssemos reunir todo o apoio necessário.
Dessa forma, com todos trabalhando em prol do mesmo objetivo, o resultado não poderia ser outro: SUCESSO na 1ª Grande Travessia Vital Barbosa: Porto Alegre-Cidreira, em 04 de fevereiro de 2012.

Primeiro empecilho, a estrada: Para que se pudesse fazer o trajeto via free-way foi preciso contatar a concessionária, que negou a permissão, alegando que "para a própria segurança (?) dos ciclistas e usuários da rodovia, havia placas de sinalização proibindo a circulação de bicicletas" em toda a extensão do trecho que desejávamos trafegar.
Fomos para os mapas da área e contatamos a concessionária da RS 040 - Porto Alegre-Cidreira, via Viamão e Águas Claras. Ali, obtivemos a permissão. Também foi possibilitado o tráfego na rodovia RS 030, Porto Alegre-Cidreira, via Cachoeirinha, Gravataí, Glorinha, Santo Antônio da Patrulha, Osório e Tramandaí, e optamos por realizar esse último.
Para quem conhece a região, é uma belíssima estrada, com apenas uma pista em cada faixa de rolamento e muitas (muitas...) curvas, com aquela paisagem que só o nosso Rio Grande do Sul oferece. De um lado Serra, do outro campos de cultivo, algumas residências na beira da estrada e daqui a pouco, as belezas das Lagoas que antecedem a chegada à praia.
A saída de Porto Alegre se deu antes do nascer do sol, às 4:30 da manhã do dia 04, tranquilamente, levando na mochila muita vontade, material de reposição para a bicicleta e para algum imprevisto.
Com certeza, munido de todo o equipamento de segurança possível: tênis, capacete, óculos, luvas, bermuda ciclista (acolchoada), bastante protetor solar e água.
A família e amigos viriam atrás, com um espaço de duas horas para que pudéssemos nos encontrar no início da rodovia, em Gravataí. No carro de apoio vinha o luxo, pois ninguém é de ferro: sanduíches, energético (esses ..."Ade" da vida), bolachas, bolo, bananas e outras frutas e mais água. Ah, e sem esquecer a máquina fotográfica e muita disposição, afinal, toda grande aventura é para se viver, curtir, registrar, divulgar e compartilhar.

Tivemos o prazer de compartilhar esses momentos juntos: Cris (http://mulheresindicalista.blogspot.com/), Juarez, nosso fotógrafo e amigo da família (juarezfotografia.blogspot.com) e Michael Schwaderer, amigo e semi-filho.
Como todo grande esforço tem uma grande recompensa, o sol brilhou muito nesse dia e o céu era de um azul inesquecível. Vejam mais fotos no link Sucesso, Grande Travessia

Segundo empecilho: o sol e a alta temperatura Após 3 horas de pedal, o dia avançava e o sol apareceu no céu, antes nublado, agora de frente e a temperatura se elevava, dentro e fora do corpo. Foi preciso autocontrole e disciplina para manter o ritmo.
Por alguns intempéries, o carro de apoio - que sairia às 6 ou 6:30h, saiu às 7 horas e só alcançou o Vital muito adiante no trajeto: Parada 165, já na Glorinha, por volta das 8 horas da manhã.
Primeira parada e um pouco de alongamento e alimentação, um energético desses para atletas e a subida de novo na magrela.

Terceiro empecilho: a solidão (ou o fator psicológico)
Na passagem pelos povoados do caminho, em algum ponto entre  Glorinha e Santo Antônio da Patrulha, fomos abordados por uma grande figura, o Egon Dorr, vindo de Igrejinha sobre duas rodas e que adicionou ainda mais emoção à nossa aventura. Deste encontro veio mais estímulo, mais alegria e perseverança para concluir a travessia, cada vez mais próxima de um final com êxito.

Quarto empecilho: a distância O que parecia muito fácil no começo - 132 km, segundo as nossas contas, apareceu no odômetro muito antes do final do trajeto. Na realidade, devido às curvas e subidas da RS 030, a chamada "estrada velha para a praia", suas voltas e reviravoltas no caminho, a estrada adquiriu 180 km, desde o Gasômetro, em Porto Alegre, até o Farol, na Praia de Cidreira.

Quinto empecilho: Trânsito Nesse quesito, todo o ciclista sabe que não há muito respeito às bicicletas nas ruas, especialmente nas estradas. Com o devido apoio e os cuidados necessários, vencemos as barreiras de alguns motoristas mais afoitos e até de alguns apressadinhos, cuja impaciência não é um risco apenas para os bikers. O fim de semana de ida para as praias do litoral norte do Rio Grande garantiu uma entrada em Osório e no acesso à Tramandaí-Cidreira bastante movimentada, com carros, camionetes e caminhões carregados de gente querendo, como nós, chegar até a beira-mar.

Fim dos empecilhos e o Prêmio final: a chegada Tivemos a honra de encontrar mais alguns amigos na chegada, que vieram nos brindar com sua visita e companhia. Foram a família dos Valejo-Amorim dos Santos, de Taquara. Eles vieram passar o final de semana conosco e, na passada, trouxeram aquela carne especial para o Sérgio nos receber, no melhor estilo possível para um bom gaúcho que chega no final de uma batalha: um churrasco na mesa!

Assim, finaliza-se a primeira de muitas outras batalhas que serão contadas nesse blog. Todas envolvendo muito esforço, disciplina, superação e alegria para ir até o final. Com determinação e compartilhando experiências, um mundo melhor é possível! Fotos: Juarez Correa Machado, Michael Schwaderer, Cristina Lemos e Vital - adicionou os Mapas da Google Maps.

15 de outubro de 2011, nasce a Bike


Desde o verão de 2009-2010, em conversas com o amigo e talentoso bicicleteiro Alemão, viemos amadurecendo a ideia de encontrar um quadro que fosse adequado às necessidades para darmos início à montagem da bicicleta.
Não que a oficina do Alemão não tenha quadros para todos os gostos de ciclistas pendurados nas paredes, como almas de futuras bikes expostas e esperando ganhar um corpo.

Esperávamos o quadro ideal. Minha única exigência era a de que fosse de alumínio e bem leve, pois já visualizava as muitas subidas e descidas pelas escadarias do prédio em que moramos.

No feriado do 20 de setembro de 2011, recebi a notícia de que o quadro que eu esperava aparecera na oficina, em Cidreira.
Deste ponto em diante começou a história da escolha das melhores peças para compor a minha ansiada bike.
Visitei a oficina diversas vezes nesse período, opinando e acompanhando o passo a passo e já pensando como seria essa nova experiência em duas rodas.

Logo depois do dia da criança
Num sábado, 15 de outubro, dia do professor, buscamos a bicicleta lá na oficina do Alemão. Para minha agonia, esperei o dia todo e só consegui por os olhos na bike completa após as 5 horas da tarde.

Renovando a paixão pelas duas rodas


Quando eu era um guri, mais precisamente aos 15 anos, em Esteio, ganhei uma bicicleta nova do meu pai. Na verdade, a bicicleta foi comprada no carnê, na antiga Imcosul para pagar com meu salário de trabalhador do supermercado. Montei na bici e saí feliz para pedalar. No mesmo dia, ali pelas sete e meia da noite, pedalava despreocupado pela lateral da pista na rodovia RS 118 quando fui atropelado violentamente por um automóvel, que fugiu do local sem prestar socorro.
Como não era a minha hora, no carro que vinha atrás estavam algumas pessoas que conheceram o rapaz recém acidentado e o recolheram dali.
Foi assim que acordei 48 horas depois na emergência do Hospital de Sapucaia, sem saber de nada do que havia acontecido.
Em seguida, fui levado ao Beneficência Portuguesa, na Av. Independência, em Porto Alegre. Fiquei hospitalizado por 15 dias.

Saindo do hospital...

Ao retornar para casa, meu pai havia reconstruído a bike e me devolveu o presente.
Não tive um final feliz também com esta bicicleta, agora restaurada.
Neste segundo caso de namoro com ela, eu já trabalhava em uma fábrica na entrada de Esteio e ia pilotando. Estacionava orgulhoso meu veículo junto às demais bikes de funcionários.
Com poucos dias de idas e vindas, porém, minha bicicleta foi roubada no pátio da empresa.

Dando uma de detetive...
Investiguei, descobri e fui atrás do tal cara que havia - pela segunda vez - me frustrado o coração de ciclista. Depois de vencer meu medo e de algum entendimento, o rapaz assumiu o roubo e, embora tivesse já uma ficha criminal, se comprometeu a devolver a magrela.
Rapidamente, contudo, diante dessas idas e vindas que o destino dá, o submundo em que ele travava suas batalhas diárias acabou por lhe tirar a vida, antes que ele pudesse cumprir a promessa. Fiquei sabendo que ele fora assassinado por causa de cinquenta pila.

Dessa forma, entre decepcionado e aflito, vi se passarem os anos sem que fosse possível retomar as pedaladas. Logicamente, a disposição ao longo do tempo ficou adormecida.

Exercício físico
Não que eu não olhasse de olho comprido as bicicletas aqui e ali.
Nunca havia me permitido tentar de novo, talvez por medo, talvez por termos, muitas (infinitas)vezes, priorizado outras coisas na vida e colocado nossos pequenos sonhos de lado.

Nos últimos cinco anos, por uma necessidade de exercício e preocupados em retomar a forma física, adquirimos uma bicicleta usada ali, uma ergométrica aqui e acabamos conhecendo um ciclista que possui um entusiasmo contagiante pelas magrelas: o Alemão das Bikes de Cidreira.

Decidi, então dar início à montagem da bicicleta cujo quadro foi garimpado pelo Alemão e aparece na foto, em plena oficina, em outubro de 2011.

Foto: Cristina Lemos
http://alemaobikes.blogspot.com

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

RIO, CAPITAL DA BICICLETA


Ciclovias Cariocas

Cidade poderá sediar grande evento de bicicleta

A Cidade do Rio de Janeiro, a partir da década de 90, vem implantando paulatinamente ciclovias na sua malha urbana, até chegar aos dias atuais com cerca de 235 Km (dados de junho de 2011) entre ciclovias, ciclofaixas e faixas compartilhadas, o que a fez assumir a liderança no Brasil em quilômetros de ciclovias construídas e a vice-liderança na América do Sul, perdendo apenas para Bogotá, na Colômbia.
Nesses 20 anos verificou-se o crescente fortalecimento do uso da bicicleta na cidade, sendo que hoje cerca de 4% dos deslocamentos de curta e média distância – cerca de 1 milhão de viagens/dia – são feitas por esse meio de transporte cujos usuários já superam os dos trens e barcas.
No início desse governo foi elaborado um Planejamento Estratégico com o objetivo de tornar o Rio de Janeiro a melhor cidade para se viver em todo o hemisfério sul no prazo de uma década. Para os quatro anos de governo foram definidas inúmeras ações concretas, dentre elas as contidas no Programa Rio, Capital da Bicicleta.
De acordo com as diretrizes estabelecidas para o Meio Ambiente, estão as que preveem a conservação e a ampliação do sistema cicloviário municipal, integrando-o aos demais modais e a implantação de estações de guarda e empréstimos de bicicletas em vários pontos da cidade.
Desta forma, estabeleceu-se como meta dobrar a malha cicloviária da cidade até 2012, tendo como referência o ano de 2008, ou seja, implantar mais 150 Km de ciclovias.

Fonte:http://www.rio.rj.gov.br/web/smac/exibeconteudo?article-id=1534031

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Bike Rio




O Sistema de Bicicletas Públicas SAMBA - Solução, é uma iniciativa da Prefeitura do Rio de Janeiro, visando oferecer à cidade uma opção de transporte sustentável e nâo poluente. Implantado e operado pela empresa SERTTEL, o projeto conta com 60 estações e 600 bicicletas, distribuídas nos bairros de Copacabana, Ipanema, Leblon, Lagoa, Jardim Botânico, Gávea, Botafogo, Urca, Flamengo e Centro.

Conceitos do projeto

O Sistema SAMBA é composto de estações inteligentes, conectadas a uma central de operações via wireless, alimentadas por energia solar, distribuídas em pontos estratégicos da cidade do Rio de Janeiro, onde os usuários cadastrados podem retirar uma bicicleta, utilizá-la em seus trajetos e devolvê-la na mesma, ou em outra estação.
Projeto tem com objetivo Introduzir a bicicleta como modal de Transporte Público saudável e não poluente.
Combater o sedentarismo da população e promover a prática de hábitos saudáveis.
Redução dos engarrafamentos e da poluição ambiental nas áreas centrais das cidades.
Promover a humanizãção do ambiente urbano e a responsabilidade social das pessoas.
Fonte: http://www.mobilicidade.com.br/bikerio.asp

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

I Fórum Mundial da Bicicleta acontece em Porto Alegre (RS)


Um fórum para discutir o futuro das cidades e o papel da bicicleta nos âmbitos social, econômico, ambiental, esportivo e cultural está marcado para acontecer em Porto Alegre de 23 a 26 de fevereiro.

O 1º Fórum Mundial da Bicicleta terá a presença do ativista norte-americano Chris Carlsson, que em 1992 convidou amigos para pedalar em São Francisco, no passeio que marcaria o início da Massa Crítica no mundo. Carlsson participa, junto com o diretor geral da Associação dos Ciclistas Urbanos de São Paulo (Ciclocidade), Thiago Benicchio, do painel sobre o “cicloativismo como agente de mudança para cidades mais humanas”. A iniciativa partiu da reunião de moradores de Porto Alegre que utilizam a bicicleta para a prática do esporte, transporte urbano, lazer, bem como empresários do setor de comércio e serviços.

A programação provisória do evento traz ainda outros quatro painéis, sobre o papel da bicicleta na mobilidade urbana, a bicicleta como agente de incremento econômico, a bicicleta na promoção do turismo, e ciclismo de competição.

Entre outros palestrantes já confirmados, estão o bicampeão mundial de ciclismo paraolímpico, Soelito Gohr, e o empresário e cicloativista catarinense Eldon Jung.

Cidades mais humanas

A data para o Fórum Mundial da Bicicleta foi escolhida em virtude do aniversário de um ano do atropelamento intencional que ocorreu contra os participantes da Massa Crítica de Porto Alegre, em 25 de fevereiro de 2011, que gerou manifestações de solidariedade em diversas cidades do mundo e vem fomentado a discussão sobre a violência no trânsito.

Em 25/02, sábado, está programado um ato por cidades mais humanas na Rua José do Patrocínio, na Cidade Baixa, mesmo local em que ocorreu o atropelamento.

Mais noticias: http://360graus.terra.com.br/biking/default.asp?did=32964&action=news

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Londres comemora sucesso de aluguel de bicicletas


Seis meses após o lançamento do sistema de aluguel de bicicletas em Londres, o prefeito da cidade, Boris Johnson, comemora os resultados do programa. Segundo as primeiras estatísticas, mais de 20 mil viagens de bicicleta são feitas usando o sistema de aluguel, com cidadãos deixando de usar o sistema de ônibus e metrô e usando a bicicleta como principal meio de transporte.

Mais de 100 mil pessoas fizeram a inscrição para ter direito ao aluguel de bicicletas (£3 por viagem) e mais de 80 mil dessas pessoas vivem em Londres. O programa é um sucesso porque, além de tirar carros das ruas, ainda diminui o número de pessoas no sistema de transportes da cidade, deixando a viagem de quem não pedala mais confortável (e diminui os custos de operação para o governo).

Dos 20 mil inscritos que não vivem em Londres, a pesquisa conclui que os trabalhadores que vão diariamente para a cidade estão usando a bicicleta para cumprir o trajeto final de sua rota diária. Eles chegam a Londres de trem ou ônibus e usam a bicicleta para circular no centro da capital britânica.

Uma pesquisa foi feita para identificar o perfil dos usuários do sistema de aluguel de bicicletas. De acordo com o órgão responsável pela coleta de dados, o usuário comum do programa é homem, branco, entre 25 e 44 anos. Seis em cada dez ganham mais de US$ 78 mil por ano e aproximadamente 88% dos usuários são britânicos ou irlandeses brancos.

É ótimo que exemplos como esse sejam cada vez mais divulgados. Eles mostram que a bicicleta como meio de transporte é viável e pode ser usada por qualquer tipo de pessoa, da mais rica à mais pobre. Além disso, mostra que os benefícios vão muito além da redução do trânsito e da poluição. Com menos gente no sistema de transporte público, o governo pode remanejar linhas, diminuir tarifas e atender melhor a população.

Fonte:http://www.euvoudebike.com/tag/comutacao/

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Campanha Brasileira do laço branco.


A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafo
Diretoria Regional do Rio Grande do Sul ,
Através da ASGET – Assessoria de Gestão Relações Sindicais e do Trabalho,

têm a honra de convidar para a cerimônia de ingresso da ECT na
Campanha Brasileira do Laço Branco – Homens pelo fim da violência contra a mulher.

O evento será realizado às 14 horas do dia 06 de dezembro de 2011,
local :Auditório dos Correios,
Rua Siqueira Campos, nº 1.100, 3º andar, Centro Histórico
Porto Alegre-RS.
Pede-se a confirmação da presença pelo telefone (51) 3220-4694, com Leni ou Vital Barbosa ou pelo e-mail: asget-rs@correios.com.br

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Campanha Brasileira do laço branco.

 Homens pelo fim da violência contra a mulher

A Campanha Brasileira do Laço Branco tem como objetivo sensibilizar, envolver e mobilizar os homens no engajamento pelo fim da violência contra a mulher. Suas atividades são desenvolvidas em consonância com as ações dos movimentos organizados de mulheres e de outras representações sociais que buscam promover a equidade de gênero, através de ações em saúde, educação, trabalho, ação social, justiça, segurança pública e direitos humanos.
A Campanha surgiu a partir de um triste episódio. No dia 6 de dezembro de 1989, um rapaz de 25 anos (Marc Lepine) invadiu uma sala de aula da Escola Politécnica, na cidade de Monteral, Canadá. Ele ordenou que os homens (aproximadamente 48) se retirassem da sala, permanecendo somente as mulheres. Gritando: "você são todas feministas!?", ele começou a atirar enfurecidamente e assassinou 14 mulheres, à queima roupa. Em seguida, suicidou-se. O rapaz deixou uma carta na qual afirmava que havia feito aquilo porque não suportava a idéia de ver mulheres estudando engenharia, um curso tradicionalmente dirigido ao público masculino.
O crime mobilizou a opinião pública de todo o país. Assim, um grupo de homens do Canadá decidiu se organizar para dizer que existem homens que cometem a violência contra a mulher, mas existem também aqueles que repudiam essa atitude. Eles elegeram o laço branco como símbolo e adotaram como lema: jamais cometer um ato violento contra as mulheres e não fechar os olhos frente a essa violência.
Foi então lançada a primeira Campanha do Laço Branco (White Ribbon Campaign): homens pelo fim da violência contra a mulher. Nas duas últimas décadas, a Campanha já foi implementada em diferentes países: na Ásia (Índia, Japão e Vietnã), Europa (Noruega, Suécia, Finlândia, Dinamarca, Espanha, Bélgica, Alemanha, Inglaterra e Portugal), África (Namíbia, Quênia, África do Sul e Marrocos), Oriente Médio (Israel), Austrália e Estados Unidos. No Brasil, o lançamento oficial da Campanha foi realizado em 2001.

Fonte: Site: www.lacobranco.org.br

Violência Contra a Mulher não tem graça nenhuma.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Hoje tem eleições no DCE das Faculdades Rio Grandenses - FARGS





Pois é companheirada... estar em um meio de convivência é estar em um meio político. E a política estudantil é muito importante, sobretudo no contexto em que vivemos, com a predominância das instituições privadas no ensino superior.
Será preciso ampliar as vagas nas instituições públicas, será preciso criar novas instituições públicas de ensino e de pesquisa.
E, por fim, será também preciso democratizar as instituições privadas para que atendam à população cada vez mais e melhor, buscando abrir o acesso a essas instituições e tornar a permanência dos trabalhadores e trabalhadoras uma realidade nos cursos superiores, buscando a excelência, a graduação, a pós-graduação e a transformação da sociedade.

Hoje, na FARGS, todos votando na eleição do DCE - Chapa 2!



sábado, 2 de julho de 2011

Missão cumprida




Comentário do Vital:

Refletindo hoje sobre esses anos que foram registrados aqui neste blog em vários momentos, desde 2007, e sobretudo, sobre os mencionados agora, vejo que houve um longo caminho trilhado até aqui.
Quem poderia prever, lá, nos dias 15-16 e 17 de novembro de 1991, no 1º Congresso Estadual dos Trabalhadores da ECT – Empresa de Correios e Telégrafos, realizado em São Leopoldo, na Universidade dos Trabalhadores (antigo Parque dos Trabalhadores), que o rapaz à direita na foto (1º CETECT - foto 1), então funcionário do SINTPOSTEL (hoje SINTECT-RS), viria a integrar o quadro efetivo da ECT e a ser eleito, quinze anos depois, para a Diretoria do sindicato dos Ecetistas?
Estive lá e pude contribuir, como delegado da categoria, naquele momento histórico da luta dos Ecetistas para a filiação do SINTPOSTEL à CUT – Central Única dos Trabalhadores e na elaboração do estatuto da entidade.



Quem poderia prever a dor que eu sentiria, anos depois, quando, como delegado representante da categoria, veria a CUT ser arrancada das mãos dos trabalhadores Ecetistas. (Aliás, recordo que fui um dos poucos delegados legitimamente eleitos para o III Congresso Estadual. Muitos delegados foram "pinçados", sem a devida eleição no local de trabalho).
Pois é, tempos difíceis aqueles...
Estive presente, naquele Congresso, em Mariluz, 22 de abril de 2006. Pude presenciar o fato de a CUT – essa importante ferramenta de organização dos trabalhadores e trabalhadoras do campo e da cidade, a maior Central Sindical da América Latina, ser duramente atacada.

Lembro que, naqueles dois dias, diante de várias manobras daquela Diretoria do SINTECT-RS, vi se estabelecer, de forma distorcida, atabalhoada e anti-democrática - sem a mínima discussão interna - uma inversão da pauta do congresso, e a votação apressada para que vencesse a proposta da diretoria para a desfiliação da CUT.
Pude ainda, em meio à tristeza de ser um dos poucos que defenderam a (e votaram a favor da) Central, presenciar rostos sorridentes de alguns oportunistas de plantão, alheios à luta e à categoria, embarcarem em seus carros de volta a Porto Alegre, comemorando aquele retrocesso... (leia matéria divulgada na época).

Unidade CUTista

Diante desse quadro, não esmoreci. Busquei trazer de volta a importância da organização aos trabalhadores(as) e formamos a Unidade CUTista, unimos forças na base e, em 10 de junho de 2006, realizamos a Plenária dos trabalhadores dos CORREIOS pela aprovação da lei que institui o ADICIONAL DE PERICULOSIDADE de 30 % no salário dos carteiros, no Colégio Parobé, em Porto Alegre, com a presença de uma centena de Ecetistas, do Senador Paulo Paim e da Deputada Federal Maria do Rosário (foto 3).

Leia aqui nosso Boletim divulgado na época, acerca da Plenária dos Carteiros pelo Adicional de Periculosidade, publicado no saite do Senador Paim.

Dessa forma, consolidava-se a Unidade CUTista na base da categoria no Estado e nos aglutinamos, com o apoio da Central Única dos Trabalhadores, na Chapa 3 – Correspondência. Várias forças, vários ideais, diferentes projetos e um objetivo em comum: devolver o sindicato aos Ecetistas,(re)democratizar a gestão e estabelecer mais transparência.
A Chapa 3 obteve a confiança e os mais de 400 (quatrocentos) votos dos Ecetistas na eleição de abril de 2007.
Unidos com a categoria, buscando apoio de diversos sindicatos da base CUTista (que passaram a nos ver como parceiros na luta em defesa dos trabalhadores – e não mais como anti-CUT), alcançamos esses e outros objetivos.

Com o voto dos colegas, pude trabalhar em defesa dos Ecetistas, na direção do SINTECT-RS, de abril de 2007 a abril do ano de 2010, como Diretor da Secretaria da Saúde do Trabalhador, a meu ver, uma das pastas mais importantes de um sindicato, aquela que defende as melhores condições de trabalho, a prevenção de acidentes e de doenças decorrentes do trabalho (como as LER - Lesões por esforço repetitivo e as Dort – Dores Osteomusculares relacionadas ao trabalho), realidades tão presentes na vida de todos(as) os que desempenham suas atribuições na Empresa.

I CONFECOM

Para concluir essas reflexões, trago a vocês o relato do trabalho duro em parceria com militantes de várias vertentes, em especial do Sindicato dos Jornalistas-RS, CRP – Conselho Regional de Psicologia, Assembleia Legislativa do Estado, FNDC e Sintrajufe (entre outros) para a construção e o esforço para a realização da I Conferência Nacional de Comunicação (foto 4).
A CONFECOM, de forma diversa das demais conferências que se realizaram durante os dois governos do Presidente Lula, foi alvo de muita resistência por parte de setores muito poderosos dentro da sociedade atual: a grande mídia. Os proprietários das grandes redes de rádio, jornal e televisão, os quais detém monopólio dos espaços na imprensa, não desejavam (e não desejam) que sejam debatidas novas regras para a comunicação no Brasil.
Como das outras vezes, não esmorecemos.
As companheiras e os companheiros que lideraram essa luta no país inteiro, elaboraram Regimentos Internos para as Conferências Estaduais em todos as unidades da Federação, mesmo sofrendo duros golpes dos empresários da comunicação e do governo. Realizamos Conferências Livres e Conferências Municipais de Comunicação nos quatro cantos do Rio Grande do Sul, preparatórias para a Conferência Estadual, em tempo recorde.
Companheiros e companheiras, termino essa reflexão lembrando que participei como delegado eleito na Conferência Estadual do RS como o único representante dos Ecetistas em todo o país.
Fui o único delegado que compareceu à Conferência Nacional, em dezembro de 2009, em Brasília, com o uniforme de Carteiro, a todos as Plenárias e grupos de trabalho.
Fui o único a apresentar propostas concretas em favor da ECT e dos trabalhadores(as) Ecetistas.
Levei como propostas à CONFECOM:
a manutenção do caráter público da Empresa de Correios;
a obrigatoriedade do monopólio postal dos Correios,
a defesa da reestruturação (fim do sucateamento),
da ampliação e da abertura de novos postos de trabalho,
da realização de mais concursos e de mais nomeações, para a retomada da excelência no trabalho,
pela melhora nas condições de trabalho e garantia da Saúde do Trabalhador.

E, assim, ao final da Gestão da direção do sindicato, em abril de 2010, apoiei novos e diferentes colegas para seguirem a dura tarefa de organizar e liderar a luta dos trabalhadores e trabalhadoras Ecetistas (importante lembrar: não há previsão de reeleição de diretores no Estatuto do SINTECT-RS).

Em razão de tudo isso e de muito mais que dividimos (e dividiremos) neste blog, posso dizer com orgulho: Missão cumprida!

Vital Barbosa

SINDICALIZE-SE!
Há muito ainda a ser feito na luta dos trabalhadores.


terça-feira, 12 de abril de 2011

1º FÓRUM DA IGUALDADE: uma outra comunicação é necessária


1º FÓRUM DA IGUALDADE: uma outra comunicação é necessária

A coordenação dos Movimentos Sociais do Rio Grande do Sul realiza nos dias 11 e 12 de abril de 2011, no Auditório Dante Barone, o l Fórum da Igualdade, nesta primeira edição será debatido a DEMOCRATIZAÇÃO DOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO E O MARCO REGULATÓRIO. A idéia central deste l fórum é ser um contraponto ao fórum neo liberal da liberdade . Estamos convidando painelistas e debatedores de renome nacional para este evento e vamos ter várias oficinas tratando deste tema.

Confira a programação:

LOCAL: Dante Barone/AL
DATA: 11 a 12 de abril de 2011
COORDENAÇÃO: CUT-RS e CMS-RS
Temário: uma outra comunicação é necessária

11/ABRIL (segunda-feira.)
TURNO DA MANHÃ: Instalação das redes alternativas de comunicação, exposições (espaço Vestíbulo Nobre/AL);
12h30m 13h30m: Programação Cultural
13h30m: Mesa de Abertura
• Coordenador: Celso Woyciechowski
• Autoridades: Autoridades
14h-16h: DEMOCRATIZAÇÃO DOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO E O MARCO REGULATÓRIO
• Coordenador: Celso Woyciechowski
Panelistas:
• Venício Lima
Debatedores:
• Rosane Bertotti
• Celso Schroeder

16h 17h30: A BLOGOSFERA PROGRESSISTA E O AI-5 DA INTERNET
• Panelistas:
• Marcelo Branco
• Maria Frô
• Marco Aurélio Weissheimer
• Eugenio De Faria Neves

17h30m-21h: ATIVIDADES AUTOGESTIONÁRIAS (Oficinas)

12/ABRIL (terça-feira)

8h 12h: DEMOCRATIZAÇÃO DA DEMOCRACIA: Existe Liberdade sem Igualdade?
Panelistas:
• João Pedro Stédile
• Pedrinho Guareschi
Debatedores:
• Vito Gianotti
• Verena Glass

13h30m 16h: Painel PAPEL DO ESTADO E OS MEIOS DE COMUNICAÇÃO.
Debatedores:
• Altamiro Borges
• Vera Spolidoro
• Bia Barbosa

16h: MARCHA DA IGUALDADE E ATO DE ENCERRAMENTO NO GLENIO PERES
Trajeto:
• Dinâmica: ato político, leitura da carta de Dacar
• Praça da Matriz, Riachuelo, Borges, Largo Glênio Peres

Durante os dias do Fórum teremos no espaço Vestíbulo Nobre, da AL (ante-sala do Auditório Dante Barone) rádios web, exposição fotográfica, humor gráfico….

siga – nos @ForumdaIgualdade

1º FÓRUM DA IGUALDADE: uma outra comunicação é necessária

1º FÓRUM DA IGUALDADE: uma outra comunicação é necessária

A coordenação dos Movimentos Sociais do Rio Grande do Sul realiza nos dias 11 e 12 de abril de 2011, no Auditório Dante Barone, o l Fórum da Igualdade, nesta primeira edição será debatido a DEMOCRATIZAÇÃO DOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO E O MARCO REGULATÓRIO. A idéia central deste l fórum é ser um contraponto ao fórum neo liberal da liberdade . Estamos convidando painelistas e debatedores de renome nacional para este evento e vamos ter várias oficinas tratando deste tema.

Confira a programação:

LOCAL: Dante Barone/AL
DATA: 11 a 12 de abril de 2011
COORDENAÇÃO: CUT-RS e CMS-RS
Temário: uma outra comunicação é necessária

11/ABRIL (segunda-feira.)
TURNO DA MANHÃ: Instalação das redes alternativas de comunicação, exposições (espaço Vestíbulo Nobre/AL);
12h30m 13h30m: Programação Cultural
13h30m: Mesa de Abertura
• Coordenador: Celso Woyciechowski
• Autoridades: Autoridades
14h-16h: DEMOCRATIZAÇÃO DOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO E O MARCO REGULATÓRIO
• Coordenador: Celso Woyciechowski
Panelistas:
• Venício Lima
Debatedores:
• Rosane Bertotti
• Celso Schroeder

16h 17h30: A BLOGOSFERA PROGRESSISTA E O AI-5 DA INTERNET
• Panelistas:
• Marcelo Branco
• Maria Frô
• Marco Aurélio Weissheimer
• Eugenio De Faria Neves

17h30m-21h: ATIVIDADES AUTOGESTIONÁRIAS (Oficinas)

12/ABRIL (terça-feira)

8h 12h: DEMOCRATIZAÇÃO DA DEMOCRACIA: Existe Liberdade sem Igualdade?
Panelistas:
• João Pedro Stédile
• Pedrinho Guareschi
Debatedores:
• Vito Gianotti
• Verena Glass

13h30m 16h: Painel PAPEL DO ESTADO E OS MEIOS DE COMUNICAÇÃO.
Debatedores:
• Altamiro Borges
• Vera Spolidoro
• Bia Barbosa

16h: MARCHA DA IGUALDADE E ATO DE ENCERRAMENTO NO GLENIO PERES
Trajeto:
• Dinâmica: ato político, leitura da carta de Dacar
• Praça da Matriz, Riachuelo, Borges, Largo Glênio Peres

Durante os dias do Fórum teremos no espaço Vestíbulo Nobre, da AL (ante-sala do Auditório Dante Barone) rádios web, exposição fotográfica, humor gráfico….

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quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Governo vai editar Medida Provisória para alterar o Estatuto da ECT

O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, disse nesta terça-feira (4) que será
editada uma medida provisória, o mais breve possível, para alterar o estatuto da
Empresa de Correios e Telégrafos (ECT). "O estatuto é regido por decreto-lei de 1969,
que equivale a lei, que só pode ser alterado no Congresso. Vai ser uma medida
provisória porque não tem como mudar isso por decreto", afirmou.
Ontem, segundo o ministro, logo depois da posse da nova diretoria, houve a primeira
reunião do Conselho de Administração dos Correios, que já começou a discutir a
proposta. Na gestão anterior, do ex-presidente Carlos Henrique Almeida Custódio,
tentou-se fazer a reformulação do estatuto dos Correios, mas a proposta não foi para a frente. "Eu acho que tinha muita dificuldade de diálogo na diretoria. Um não conversava com outro como é que iam fazer uma votação de estatuto?", questionou.
Bernardo explicou que o trâmite para fazer a alteração do estatuto funciona da seguinte forma: a diretoria elabora uma proposta e envia para o Conselho de Administração, que aprova a minuta e encaminha para o Ministério das Comunicações, que, por sua vez, remete para a Presidência. Entre as mudanças, destaca-se a alteração do comando do Conselho, que hoje é dirigido pelo presidente da estatal e passará a ser presidido por um representante indicado pelo ministro das Comunicações.
Questionado sobre a saída de Alexej Predtechensky, diretor-presidente do Postalis, o
fundo de pensão dos Correios, ligado à família Sarney, Bernardo disse que esse é um
assunto que ainda não foi discutido na ECT. "Nós não chegamos nisso ainda, mas, salvo
engano, acho que no Postalis os representantes têm mandato, não são mudanças
automáticas", afirmou. O ministro observou, porém, que como o novo presidente da
estatal, Wagner Pinheiro, tem forte experiência nesse setor, por ter comandado por
vários anos a Petros, fundo de pensão dos funcionários da Petrobras, as pendências do
Postalis serão resolvidas.

Fonte: JORNAL DO COMERCIO, Janeiro 2011.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Modelos de gestão movidos a competição nociva, assédio moral e humilhações




Cláudio debruçou-se sobre o parapeito de uma das passarelas da rodovia Raposo
Tavares, em São Paulo. Só tinha em mente pular e terminar com todo o sofrimento. Foi
impedido por um companheiro de trabalho que passava. Maria tomou mais de 20
comprimidos, mas a dose não foi suficiente para que ela acabasse com a própria vida.
Gislaine também tentou o suicídio tomando comprimidos.
Depois, jogou-se de uma das escadas de sua casa e sofreu traumas no corpo. Essas
pessoas têm mais em comum do que o fato de ainda estarem vivas após frustradas
tentativas de suicídio. A primeira semelhança, o diagnóstico de depressão profunda, os insere numa estatística silenciosa e alarmante: estima-se que cerca de 15 milhões de pessoas sofram dessa doença no Brasil. O segundo elo está nos motivos que os levaram à decisão de se matar: problemas no trabalho. “Nos três casos ficaram claros fatores como assédio moral, perseguições, humilhações e sobrecargas, que desestruturaram e destruíram a vida dessas pessoas”, afirma Margarida Barreto, médica especialista em saúde do trabalhador, pioneira no estudo do assédio moral.

Margarida é uma das autoras da cartilha Suicídio e Trabalho – Manual de Promoção à
Vida para Trabalhadores e Trabalhadoras, lançada em maio pelo Sindicato dos
Trabalhadores nas Indústrias Químicas, Farmacêuticas, Plásticas e Similares de São
Paulo. Há uma década, sua pesquisa estarrecedora sobre assédio moral, intitulada
Jornada de Humilhações, revelou que de 2.072 entrevistados 42% sofriam de
humilhações constantes em seus ambientes laborais – 16% desse grupo já havia pensado
em se matar.
No ano passado, a médica organizou outra pesquisa, Suicídio e Trabalho: Homicídio
Culposo Corporativo?, ouvindo 400 trabalhadores, 84 homens e 316 mulheres. Mais de
um quarto desse grupo teve ideias suicidas ligadas ao trabalho – tendência
proporcionalmente mais presente entre os homens (37%, ante 24% das mulheres). “Os
resultados da pesquisa e as histórias colhidas em meu consultório chamaram a atenção
para uma realidade que coloca o suicídio como resultado da exploração constante que os trabalhadores têm sofrido, como um grito de socorro que ainda não foi ouvido.”
Para o psicólogo Nilson Berenchtein Netto, co-autor da cartilha, um dos motivos para
que a relação entre suicídio e trabalho seja negligenciada é que as análises de doenças como depressão e outros transtornos psíquicos quase sempre consideram que o
problema está no indivíduo. “Ou se diz que essas patologias ocorrem por falta de algum neurotransmissor, de alguma substância que faz com que a pessoa se deprima, ou que surgem do próprio psiquismo, considerando que ela se deprimiu porque não conseguiu se adaptar às relações sociais e pessoais. Essas correntes não levam em conta o trabalho como uma categoria fundamental na constituição do homem nem, portanto, a relação entre trabalho, depressão e suicídio”, diz Netto.
Fora do Brasil, um caso que tem chamado a atenção da imprensa mundial é o da
empresa chinesa Foxconn. Foram 13 suicídios de funcionários nos últimos oito meses.
A Foxconn, fornecedora de equipamentos eletrônicos para gigantes como Dell, Sony,
HP e Apple, é acusada de submeter funcionários a uma disciplina militar e constante
assédio moral.
Segundo a Organização Mundial de Saúde, 3 mil pessoas suicidam-se todos os dias no
mundo. A média aumentou 60% nos últimos 50 anos. Porém, a maioria dos órgãos
ligados ao assunto, incluída a OMS, distancia-se de ver danos decorrentes de relações
inadequadas de trabalho. Embora assuma o suicídio como problema de saúde pública, o
órgão liga os casos a transtornos mentais, depressão, drogas. E quando os relaciona ao trabalho o faz de maneira discreta, atribuindo-os a vulnerabilidade individual.
No Brasil, segundo o Ministério da Saúde, a taxa de 4,5 casos de suicídio em cada 100
mil mortes é considerada baixa, embora seu crescimento seja preocupante. Mais de 90%
deles são atribuídos a transtornos mentais e ao abuso de substâncias psicoativas, sem
relação direta com o universo do trabalho.
Margarida Barreto vê nesse cenário uma tentativa de responsabilizar o indivíduo pelo
suicídio, deixando de lado fatores sociais marcantes. “É preciso ver a tentativa de tirar a própria vida como uma grande denúncia às condições de trabalho impostas pelo
neoliberalismo nas últimas décadas, baseada no assédio moral e numa verdadeira gestão
por injúria”, reforça a médica.
Lourival Batista Pereira, coordenador da Secretaria de Saúde do Sindicato dos
Químicos de São Paulo, questiona a quem interessa o silêncio diante dessa
problemática. “As empresas não têm intenção de assumir esse ônus, pois é comum tratar
o trabalhador como uma peça descartável”, afirma.
A costureira Gislaine vê seu caso como exemplo. Entre 2003 e 2004, depois de
ingressar numa multinacional do setor de plásticos, passou a sofrer humilhações
constantes de uma das gerentes. “Eu trabalhava das 7h às 17h e, quando acabava meu
serviço, ela descosturava tudo e dizia que estava malfeito para me humilhar. Dizia ter carta branca pra fazer o que quisesse”, conta Gislaine.
“Cheguei a ter um enfarte e tive de ser afastada. Quando voltei, 20 dias depois,
retomaram as humilhações. Perdi peso, adoeci e fui ficando sem noção das coisas.
Comecei a bater nas minhas filhas, deixei de ser uma pessoa alegre e me desestruturei
completamente, profissionalmente e com minha família.” A situação culminou numa
depressão profunda e em duas tentativas de suicídio. “Não tinha força nem para sair da cama. Só pensava em acabar com a vida”. Aos 51 anos, ela ainda vive à base de
antidepressivos.
Pouco avanço
Perseguições e descaso também fazem parte da tragédia de Cláudio. Funcionário do
setor de estoque de uma multinacional do ramo de tintas, ele começou a perceber que as regras de segurança não eram cumpridas. “Como eu questionava, começaram a me
perseguir, dar trabalhos mais pesados. Havia funcionários que, por medo de represálias dos encarregados, nem sentavam mais ao meu lado. Me deram duas advertências só para que eu me calasse diante dos problemas e me colocaram para trabalhar numa área isolada. Comecei a entrar em pânico, a ter crises de choro, me descontrolar. A tentativa de suicídio foi pensando que assim a polícia veria o que estava acontecendo lá dentro”, conta o jovem de 29 anos.

Dois anos de perseguições provocaram em Cláudio um quadro de esquizofrenia que o
obrigou a ficar internado numa clínica psiquiátrica por 20 dias. “Não conseguia mais
sair na rua e comecei a achar que todos estavam me perseguindo, inclusive gente da
família. Eu não entendia quem mentia e quem falava a verdade. Perdi o rumo da minha
vida”, lamenta Cláudio, que há um ano trabalha em outra empresa e ainda precisa de
medicamentos para depressão.
Para Lourival, do Sindicato dos Químicos, outro indício desse descaso está nos índices de adoecimento e de acidentes de trabalho, que engordam as estatísticas negativas do atual modelo de gestão empresarial. “Essas duas situações costumam gerar demissão e perseguição. O funcionário hoje só serve se está muito bem. Doente, incomoda, aí vêm as perseguições, numa tentativa de que eles se demitam sem direito a nada”, diz.
O caso de Maria é emblemático. Depois de 20 anos trabalhando na mesma empresa,
multinacional do ramo de cosméticos, começou a sentir dores crônicas e teve de passar
por cirurgias. “Foram cinco nos últimos cinco anos, nas mãos, no ombro esquerdo e no
braço direito. Tive tendinite, rompimento nos dois ombros, e ainda não estou bem. Perdi o movimento e fiquei com deformações no braço. Dediquei toda minha vida a essa
profissão e fui largada de lado”, lamenta. Maria recupera-se da última cirurgia e espera por decisões da Justiça do Trabalho e do INSS, que podem lhe render uma indenização ou a aposentadoria. Ou nada.
Dependendo do resultado, ela entrará para um seleto grupo de trabalhadores que
ganharam ações na Justiça por assédio moral, o que começa a ocorrer no Brasil. Existem mais de 80 projetos de lei em diferentes municípios e vários no âmbito federal à espera de votação. Na esfera estadual, desde maio de 2002, o Rio de Janeiro condena a prática.
Também há projetos em tramitação em São Paulo, Rio Grande do Sul, Pernambuco,
Paraná e Bahia.
Gislaine entrou na Justiça contra sua algoz e ganhou a causa por assédio moral. A
perseguidora foi condenada a pagar 250 cestas básicas à comunidade, “entregues por
mim, em locais muito pobres, algo que me lavou a alma”, diz Gislaine. Cláudio também
ganhou a causa na Justiça do Trabalho e a empresa foi obrigada a pagar um ano de
plano de saúde e R$ 8 mil de indenização, o suficiente para que o rapaz pagasse as
contas que se acumularam enquanto esteve afastado. Muito pouco para pagar as
despesas que tem com os antidepressivos

Por: João Correia, na Rede Brasil Atual
Fonte: BRASIL ATUAL

Folha de São Paulo: Presidente deve trocar comando dos Correios

Após tirar os Correios das mãos do PMDB, a presidente Dilma Rousseff faz, a partir de hoje, uma reestruturação para sanear a estatal, alvo nos últimos anos de loteamento político e problemas de gestão.
A primeira mudança deve ser confirmada hoje: a substituição de quase todo o comando. Apenas Nelson de Freitas, hoje diretor de Recursos Humanos, seguirá entre os diretores.
A mexida representa um golpe no PMDB, partido que controlava os principais cargos da empresa.
A segunda mudança será ainda mais estrutural. Dilma editará nesta semana uma medida provisória reformulando o Estatuto dos Correios.
De acordo com a MP, o presidente da companhia, Wagner Pinheiro, recém nomeado para o cargo, não mais presidirá o conselho administrativo, que será tocado pelo próprio ministro das Comunicações, Paulo Bernardo.
"Vou presidir o conselho para dar peso", disse o ministro. O objetivo é controlar melhor as ações da estatal, alvo constante de escândalos de corrupção.
Entre os novos diretores nacionais estão Larry Manoel Medeiros de Almeida (Recursos Humanos) e José Furian Filho (Comercial).
FOLHA DE SP

Correio do Povo: Cai toda direção dos Correios

O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, decidiu destituir toda a diretoria dos Correios, uma das empresas mais castigadas por escândalos nos últimos anos. A nova diretoria foi escolhida e os nomes devem ser divulgados hoje. Numa tentativa de mostrar que o quadro mudou, ele disse que nenhum diretor teve apadrinhamento político.
O novo presidente, o economista Wagner Pinheiro, já foi dirigente da CUT e é ligado ao PT. Os Correios são uma das estatais mais cobiçadas pelos partidos políticos.

CORREIO DO POVO

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

CUT critica publicidade com apelo sexual dos Correios



Fonte: youtube

Escrito por: Artur Henrique, Presidente Nacional da CUT, e Rosane Silva, Secretária Nacional da Mulher Trabalhadora da CUT

É com indignação que assistimos ao anúncio publicitário dos Correios, veiculado nacionalmente, no qual uma modelo tira a blusa na frente de várias crianças, sob o pretexto de conseguir um autógrafo de um famoso jogador de futebol de salão.

Tal anúncio, além de violar o ECA – Estatuto da Criança e do Adolescente utiliza-se do apelo sexual do corpo das mulheres para supostamente atrair a atenção para o produto comercializado.

É inaceitável que os Correios, ainda mais por se tratar de uma empresa pública, reproduzam a idéia contida também em inúmeros outros anúncios, que comparam, ou melhor, igualam o corpo das mulheres a um objeto para vender mais mercadorias e aumentar o lucro das empresas.

A CUT, maior Central Sindical da América Latina, ciente da responsabilidade que tem com milhões e milhões de trabalhadores e trabalhadoras que não aceitam o machismo, seja qual for sua manifestação, reafirma seu compromisso com a consolidação de um Brasil justo, democrático e com igualdade entre homens e mulheres. Repudiamos este anúncio, exigimos a imediata retirada de sua veiculação assim como uma ação do Governo para que casos semelhantes não voltem a ocorrer.

Artur Henrique
Presidente Nacional da CUT

Rosane Silva
Secretária Nacional da Mulher Trabalhadora da CUT

fonte: www.cut.org.br

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Dilma Rousseff Presidenta : “viva à democracia brasileira”



Neste domingo, 31 de outubro, mais de 135 milhões de eleitores brasileiros escolheram quem governará o Brasil nos próximos quatro anos.

É perceptível o sentimento do povo para que o Brasil continue com este propósito desafiador, projetando-se e consolidando-se cada vez mais, participando intensivamente de encontros de cúpula que traçam diretrizes fomentadoras do desenvolvimento, de avanços que primem por fortalecer laços voltados para o bem comum.

O Presidente Lula confiou a continuidade do governo “PT” a um nome que denota seriedade, compromisso e vontade política, sabendo que ela atenderá pronta e acertadamente ao que anseia o povo brasileiro: empenho voltado para a concretização do crescimento econômico e social do país, ratificando o desenvolvimento contínuo, efetivando-se a elevação e engrandecimento do nome do país mundialmente.

A conscientização do eleitor direcionado para um revigorar a “democracia” que refletirá a representação de um traço de união de todos os brasileiros num propósito maior de ver germinar um novo Brasil. Um país sem medo, que se anuncia de forma determinada e determinante, ou seja, interferindo no contexto mundial, traçando a conjunção da semente da paz com a da prosperidade.

O favoritismo de Dilma Rousseff se confirmou nesta noite com uma vitória da candidata do PT, inédita no país que em 2011 terá na presidência uma mulher. Aqui se configura que a continuidade de governo pelo PT é desejo da maioria dos brasileiros, quando o resultado, 56,05% (mais de 55.713.000 votos), revela o que as últimas pesquisas previam (em torno de 12%).

Indubitavelmente que o presidente Lula tem muito a comemorar. A sua aprovação como presidente e a confiança na escolha do nome Dilma para sucedê-lo no Palácio do Planalto. Que se comemore a vitória, que não é só deles e sim de todo o povo brasileiro que carrega a esperança de ver esse país seguir no rumo desejado, mudando para melhor.

Num pronunciamento emocionado e feliz, Dilma Rousseff agradeceu ao povo brasileiro e enfatizou avanço democrático do país.

Os fogos de artifício iluminam o céu das cidades, num “viva à democracia brasileira”! É clima de festa! Festejemos e brindemos à mulher que será nossa primeira mulher presidenta a partir de janeiro de 2011.

Postado por Kelly Girão
Maressa Vieira, Engenheira e Professora 31.10.2010

Fonte: Blog da Dilma